sábado, 9 de agosto de 2014


      POBRE ÁGUIA SOLITÁRIA


Voa águia solitária, pelo alto da montanha
Vai sozinha procurar, 
um abrigo para  descansar.
Voa só, na solidão 
em final de dia cinzento
Vai em busca de seu canto 
perdido no espaço e no tempo.
Seguindo em frente,
 vai a águia imponente
Com grandes asas, 
para bem alto voar
E bem longe, seu pio de dor
 sem temer, poder soltar.
Ainda agora, procura um espaço
Um lugar onde possa se encontrar. 
Que adianta tão alto voar
e de tudo poder desfrutar
se tão sozinha e perdida está.
Bela águia quem te inveja
Não sabe da tristeza em teu voar.
O que sente apesar da liberdade
e tão sozinha ter que voar.
Pobre águia impotente
teu destino é procurar,
neste mundo o teu lugar!...





quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ANOITECER

ANOITECER

Quando a noite cai
Surge o sentimento solidão
Quando a noite desce
Minha alma não adormece
Preciso de um rumo, uma direção
A quem recorrer
Quem vai a mim socorrer?
Pelos caminhos escuros
Meus olhos não distinguem espaços
Sigo sem conhecimento de  meus passos.
Vou sem norte,
Procuro a morte.
O descanso...

O silêncio...
 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

PÉNSAMENTOS VAZIOS


PENSAMENTOS VAZIOS, DECEPÇÕES

Os caminhos da vida não são escritos por nós. São traçados por um destino sem que tenhamos aquiescência. Vivemos e por essa vida, sonhos , ilusões vão ficando pelos caminhos.. Surgem decepções que temos que entender e tentar suportar.
Assim é a vida, tendo escolha ou não, é nossa.
                                                                                          NAJA


SONHOS E PESADELOS

Já não sonho mais com você
Já não  tenho como te ver
Sonhos viraram pesadelos
Nem sei mais o que fazer

Não tenho medo da morte
Às vezes até a procuro
Nos meus pedidos à noite
Penso  nisso com afoite

Da vida nada espero
Desde que você partiu
Só penso em te reencontrar

Numa vida tumultuada
Tão cheia de problemas
Só nos resta descansar.


                                    NAJA

ÁRVORE SECA


Arvore seca

Caminhava sem destino. Parei em baixo de uma árvore seca...sem folhas, sem nada.
Olhei para ela e falei...um dia você foi viçosa, com folhas, E quem sabe, belas flores.
Gotas caíam da árvore como se fossem lágimas..... então falei...por que choras?
A árvore nada falou. Seus galhos secos balançavam suavemente com a brisa que soprava, agradável...
Ao tentar abraçar a árvore, foi que percebi...pequenos brotos surgiam nos galhos que pareciam secos.
Então entendi, as lágrimas não eram da árvore que renascia após seu desfolhar....as lágrimas eram minhas   que não conseguia segurar.
                                                              naja

PARA MINHA AMIGA DE CACHOEIRO DE MACACU


Quase  quatro dias, não fiquei mais com saudades de minha vida aqui e de amigos.
Uma casa simples, gente simples, simpáticos, sinceros, de tudo fizeram para
que eu me sentisse em minha própria casa.
Um  sitio  de tamanho ideal, nem mais , nem menos...com tudo um pouco.
Como deve ser a vida, simples, verdadeira, bela. Céu bem estrelado à noite, o amanhecer com patinhos no lago, uma cabritinha sapeca brincando comigo, e as pastoras alemãs que tanto lembraram as nossas que já foram para o céu.Viviam no sítio de minha mãe...Interessante que  dei-me muito bem com todos, as pessoas, as crianças, todos os animais que não me estranharam, ficaram meus amigos...batizei os patinhos novos e a cabritinha, SAPECA...Não é novidade os animais gostarem de mim...eles sabem que os amo. As crianças, inocentes seres, ficavam a minha volta até irem dormir.
Plantei uma árvore, o SOL DO EGITO,  deixando  minha presença num lugar que apesar de pouco s dias, fui muito feliz..
Amo a Natureza, com ela sinto-me tão livre como um pássaro.
São boas lembranças, lembranças que guardarei para sempre. A gente não esquece quando é tão bem tratada, apensar de sermos tão caladas..mas lá....soltei a voz e brinquei, cantei com todos juntos, nem parecia eu...
Valeu...fui muito feliz nesses poucos dias...mas serão eternos.

                                                                                                        NAJA

A MORTE

A MORTE

A MORTE NÃO É TÃO FEIA QUANTOS COSTUMAM MOSTRÁ-LA. NÃO.
A MORTE PODE SER  O DESCANSO, A LIBERDADE, O ALÍVIO. É O REENCONTRO, A LUZ E FINALMENTE O RENASCER.
                                                                     NAJA