domingo, 23 de agosto de 2015

DOIS OLHINHOS PRETINHOS

Dois olhinos pretinhos fixados em mim


Queriam dizer-me alguma coisa

Normalmente eu entendo, mas agora

Talvez pela agonia, fiquei sem saber

Dois olhinhos pretinhos, pequeninos

Tentando uma comunicação

Rezei, fiz uma prece, uma oração

Pedi para entender o que ele dizia

Peguei uma coberta e o cobri

Estava frio, sentei a seu lado

Acariciava-o com ternura e amor

Pedia aos céus que não sentisse dor

Truxe-o para dentro de casa

Que aflição, um dor no meu coração

Estava partindo, lentamente ele ia

Aqueles olhinhos pretinhos, iam-se

Fechar para sempre.

Já a saudade apertava meu peito

A dor da importência...

De ver morrendo aos poucos

Aquela criatura que era pura inocência.